Artigo - Big Data, Governança de Dados e Inteligência Geográfica

A importância da Gestão de Dados Geoespaciais como chave para o uso adequado da imensidão de informações geradas num mundo cada vez mais conectado. 

Posts em redes sociais, dados de navegação, transações comerciais em tempo recorde, fotos digitais e vídeos somam cerca de 2,5 bilhões de gigabytes gerados diariamente. Mais do que uma quantidade incalculável de dados, são informações que ditam os movimentos a serem decididos pelas organizações público e privadas nas próximas décadas, como planos estratégicos e visões futuras de benefício. Diante deste fato, como gerenciar essa imensidão de dados? Se considerarmos que todas essas informações têm um elemento espacial, um caminho é a Gestão de Dados Geoespaciais. 

Isso porque vivemos um momento em que pessoas têm se manifestado sobre tudo e qualquer coisa, da insatisfação com o governo a aceitação de um produto no mercado e, gerenciar todas essas informações é, sem dúvida, o caminho para o sucesso das organizações. 

Em meio a esse contexto, a Lei de Acesso à Informação e a Abertura de Dados (Open Data) vieram com o intuito de dar transparência às informações e promover eficiência nos serviços eletrônicos relativos à comunicação à sociedade. E tem funcionado! 

Os órgãos federais, estaduais e municipais estão estabelecendo interação com a sociedade em geral, mas é preciso dizer que a interoperabilidade entre sistemas ainda é um gargalo, uma vez que criar consciência de uma Arquitetura Corporativa exige antes, ter uma visão abrangente de uma organização como, “quem faz? ”, “onde estão? ” e “por que as coisas são feitas?”.

Tamanha é a variedade e o volume de dados que são produzidos a uma velocidade astronômica e registrados numa cloud infinita (ou quase infinita?). Isso é BIG DATA! Dados conectados e atualizados em tempo real. E, para além do acesso, essas informações precisam ser confiáveis, únicas e atualizadas. Garantir essas atribuições exige que pensemos em Governança de Dados.

Atuar com planejamento, qualidade dos dados, segurança da informação e melhores práticas são alguns dos pilares da Governança de Dados que deve ser aplicada do nível operacional ao estratégico, o que nos dias de hoje ainda é um desafio.

Quando não havia políticas de compartilhamento e a busca por informações era dificultada, alimentar toda a cadeia hierárquica de uma organização, mantendo o valor da informação era praticamente inviável. Hoje, esses níveis hierárquicos estão cada vez mais conectados e mais colaborativos através de um maior acesso às informações. 

Alguns números de uma enquete realizada pela revista Valor Econômico com executivos brasileiros nos dão uma percepção sobre a evolução da importância da qualidade dos dados para as organizações: 82% enxergam os dados como uma fonte significativa de valor, 89% atribuem aos dados uma importante estratégia da empresa e 90% pensam que dados confiáveis são indispensáveis para atrair e reter clientes. Ou seja, compreender os benefícios de uma gestão eficiente de dados por todos é um passo à frente para ampliar a produtividade corporativa.

Mais do que gerenciar, ingerir e digerir os dados é fundamental, pois se conteúdo é a base de tudo, pouco volume não representa, grande quantidade precisa ser organizada, pouca qualidade não serve, não criticar é um risco, não utilizar gera resultados irreais e sem conhecer a fonte não é confiável. 

Não seria pretensioso dizer que a localização está envolvida em 100% das decisões a serem tomadas e que se esta não for a causa, provavelmente estará envolvida na consequência, pois saber onde ocorre um fenômeno, permite entender além das relações sociais, a distribuição espacial dos fenômenos, a busca de padrões e a capacidade de prever cenários para antecipar tomadas de decisões mais precisas. Essa compreensão espacial de “onde”, “como” e “em que tempo” agir é a chamada Inteligência Geográfica, conceito declarado pela Imagem

Com quase 30 anos de atuação no mercado e uma equipe de especialistas em conteúdo geográfico, a Imagem tem auxiliado empresas das mais diversas industrias na gestão de seus dados. “A Gestão de Dados Geoespaciais vai muito além de organizar e disponibilizar os dados, pois permite à organização total controle de processos, definição de diferentes níveis de acesso para usuários e otimização da leitura de seus indicadores com aplicações atualizadas em tempo real e intuitivas”, explica Daniele Benatti, especialista em Conteúdo Geográfico na Imagem.

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Daniele Benatti - Engenheira Florestal pela Universidade Federal de São Carlos e especialista em Conteúdo Geográfico. Atualmente, é responsável pelo Marketing Técnico de Serviços Geográficos da Imagem - Soluções em Inteligência Geográfica.