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Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM amplia mapeamento de áreas de risco no Brasil utilizando Inteligência Geográfica

A CPRM integra o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais do Governo Federal, tendo como uma de suas atribuições a realização do mapeamento das áreas de maior risco de desastres naturais, principalmente deslizamentos e inundações, em 821 municípios em todo o território nacional, a fim de evitar grandes tragédias como as que aconteceram em 2008 em Santa Catarina, e em 2011 na região serrana do estado do Rio de Janeiro, quando temporais destruíram cidades e afetaram milhares de pessoas.

Para isso, a equipe da CPRM adota metodologias clássicas de mapeamento geológico-geotécnico e de riscos geológicos com a ampla utilização da Plataforma ArcGIS. O projeto que iniciou em 2011 com 29 cidades mapeadas e alcançou no final de 2014 um total de 857 municípios, superando a meta estabelecida pelo Governo Federal

Por meio da Plataforma ArcGIS, a CPRM reúne dados coletados pelas equipes de campo em todas as regiões do país, referentes aos setores de risco identificados em cada município, envolvendo declividade, feições indicativas de rupturas, análises do solo e rocha, incidência de chuvas, densidade demográfica e localização de moradias e ainda fotos de satélites de alta resolução, em um único banco de dados que pode ser acessado na forma de mapa para melhor compreensão das autoridades de segurança e prevenção a desastres.

Esta iniciativa visa alimentar o sistema de integração de dados do CEMADEN e do CENAD com mapas georreferenciados com base de dados de atributos no formato shape-file, entre outros produtos, para possibilitar o envio de avisos e alertas sobre os riscos, em especial os que envolvem deslizamentos e enchentes causados pelas chuvas fortes, e agilizar a tomada de decisões dos municípios para evitarem o pior.

Os métodos cartográficos tradicionais de elaboração de mapas de risco realizados anteriormente eram mais lentos, dificultando uma ação rápida e dificultando o atingimento das metas propostas. Assim, a metodologia integrando o GIS aos métodos de mapeamento de campo possibilitou que os produtos finais fossem gerados de forma rápida, e hoje conseguimos nos comunicar em tempo real independentemente de onde estejam as equipes de campo por meio de dispositivos eletrônicos móveis com o ArcGIS já embutido”, afirma Jorge Pimentel, coordenador do mapeamento geológico-geotécnico da CPRM.

Com a utilização do GIS, a CPRM tem obtido maior velocidade na troca de informações entre as equipes de campo e na criação de mapas com maior precisão, podendo ter acesso a dados importantes e completos, tudo em tempo real. Além de permitir a integração de informações de outros órgãos como o CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e o CENAD (Centro Nacional de Gerenciamento de Desastres), que com o auxílio de radares meteorológicos conseguem enviar avisos para evacuação da população. “Essa capacidade é muito importante, porque possibilitou a ampliação da integração das diversas entidades governamentais estão somando esforços para a prevenção dos desastres naturais que ocorrem no Brasil”, diz Pimentel.