Casos de Sucesso

Prefeitura do Rio de Janeiro inova na gestão da coleta de lixo com uso Inteligência Geográfica

21 novembro 2016

O objetivo

A Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro), maior empresa de limpeza pública da América Latina, adotou a Plataforma ArcGIS para o monitoramento da utilização dos contêineres de lixo domiciliar, chamados ‘Laranjões’. Os Laranjões fazem parte de uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro para eliminar o lixo residencial acumulado em vias públicas e calçadas, diminuir a proliferação de vetores, o mau cheiro e contam com um sistema automatizado para coleta.


A solução


Na primeira fase do projeto, que começou em 2014, a Comlurb realizou um piloto em parceria com uma empresa especialista no desenvolvimento de tecnologias de conteinerização e coleta automatizada de resíduos sólidos disponibilizando algumas caixas, com capacidade de aproximadamente 3.200 litros, para áreas da cidade que possuíam histórico de acúmulo de lixo. E, depois do retorno positivo da população, contratou por meio das transportadoras terceirizadas 2.800 contêineres, junto com o serviço de coleta por caminhões modificados de carga lateral para erguer e retirar o lixo sem intervenção humana e caminhões lava-caixa para deixar os contêineres sempre em condições de receber os resíduos da população.  

O serviço de coleta domiciliar abrange todo o município e é de responsabilidade das diretorias operacionais que são dividias pelas áreas de planejamento da cidade (Zona Oeste, Zona Sul, Zona Norte e Barra da Tijuca). A distribuição e instalação das caixas foram feitas em locais estratégicos por cada diretoria e deslocadas conforme necessidade de adequação à demanda da coleta, e que agora conta com a ferramenta Collector para mapear os lugares onde estão localizados os Laranjões.

“O controle dos contêineres é essencial para mantermos a qualidade do serviço de coleta de lixo para a população do município. No primeiro momento, não tínhamos feito o mapeamento dos Laranjões, pois estávamos testando a adoção dos mesmos pelos cidadãos. Com o sucesso do projeto vimos que poderíamos ir além. E com o Collector, app da Plataforma ArcGIS, não apenas identificamos para onde as caixas foram deslocadas pelas diretorias operacionais como também a situação e a condição das mesmas para receber os resíduos domiciliares”, aponta Pedro Medeiros, coordenador de projetos da área de logística da Comlurb.

Os benefícios



Somado ao trabalho fundamental da equipe de campo da Comlurb, o Collector permite às diretorias da empresa saber se as caixas estão em situação normal, prontas para receber lixo, ou em desordem, excedendo a sua capacidade. “Percebemos que algumas caixas não estavam sendo utilizadas até a capacidade máxima e outras não estavam dando conta do volume de lixo da região onde estavam. Com a possibilidade de remanejar as caixas, poderemos otimizar o uso dos Laranjões sem precisar contratar mais contêineres, e o Collector nos ajuda a monitorar onde estão e se estão aptas para atender as necessidades da população”, afirma Medeiros.

Outra função do Collector é ajudar a garantir que as caixas que sofreram avarias e foram para manutenção voltem aos seus locais de origem. “Com a aplicação da Inteligência Geográfica na gestão do lixo municipal conseguimos identificar que, dos Laranjões que foram para manutenção, por estarem muito sujos, com componentes quebrados ou amassados, pintura danificada, cerca de 190 não haviam voltado para as ruas. O Collector nos permite fazer essa análise e cobrar das empresas responsáveis pela manutenção das caixas mais agilidade ou questionar o porquê determinado contêiner não voltou para seu devido local”, explica o coordenador de projetos.


Visão de futuro



A parceria entre Imagem e Comlurb também tornou possível outro projeto para desenvolvimento da ferramenta de roteirização do serviço de remoção gratuita de lixo na cidade do Rio de Janeiro. Com ela, os gestores do serviço poderão identificar os caminhos mais curtos para atender os chamados da população, do pedido mais antigo ao mais recente, feitos por meio do serviço Teleatendimento (1746), da Prefeitura do Rio de Janeiro. Como próximos passos, a Comlurb espera aumentar o uso do Collector para monitorar também outros formatos de lixeiras, como caixas compactadoras e papeleiras (lixeiras menores), espalhadas pela capital fluminense, além de colocar sensores volumétricos nos Laranjões para realizar a coleta de lixo de maneira mais eficiente, quando os contêineres atingirem determinado nível de enchimento.

Para Medeiros, as soluções de Inteligência Geográfica são fundamentais para acompanhar projetos em uma área tão grande como a cidade do Rio de Janeiro. “Elas possibilitam mensurar os ganhos e perdas nesses projetos, permitindo saber onde é preciso despender mais tempo e mão de obra, e até mesmo aplicar mais investimento em conscientização dos cidadãos, em relação ao descarte adequado do lixo e uso das lixeiras. Dessa forma, podemos agir de maneira proativa prestando cada vez melhores serviços a nossa população”, finaliza Pedro Medeiros.