Friday, August 31, 2007

     

         Outra aliada dos governos municipais na gestão das prefeituras do país é a imagem de satélite, empregada especialmente no que se refere à atualização cartográfica do município. A Prefeitura de Maringá é um exemplo nesse sentido e, para atualizar sua base cartográfica começou a utilizar a partir de 2005, imagens de satélite de alta resolução (QuickBird) por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Planejamento e Habitação.

         Com os dados, foi possível obter mais agilidade nas decisões técnicas e administrativas da prefeitura, implantar um novo modelo de loteamento urbano e aumentar significativamente a receita tributária do município. Além disso, os dados também são utilizados para o planejamento de diretrizes viárias e cadastramento das áreas remanescentes de mata nativa.

         “O uso das imagens QuickBird contribuiu muito com os trabalhos da Prefeitura, pois além de uma base atualizada, conseguimos agilidade no recadastramento imobiliário do município”, afirma o engenheiro Osmar Burci, coordenador de geoprocessamento da Prefeitura de Maringá.

         Os benefícios obtidos com o uso das imagens de satélite na gestão municipal têm sido cada vez mais percebidos pelas prefeituras do país. Os gestores têm buscado mais informações sobre as vantagens alcançadas com essa ferramenta.  Para conhecer outros exemplos de prefeituras que utilizam as imagens, acesse: http://www.img.com.br/mercados_sucesso_list.aspx?idMerc=14.

Friday, August 31, 2007 12:54:23 PM (GMT Standard Time, UTC+00:00)
 Thursday, August 30, 2007

 

Nos últimos dois anos fomos surpreendidos por uma avalanche de conteúdo geográfico na WEB. Bastam alguns “cliques”, para termos em frente uma imagem recente de alta resolução do território inteiro de muitos pequenos municípios e, junto a imagem, uma serie de informações adicionais. Hoje um cidadão tem capacidade de olhar a ocupação do de onde mora e eventualmente “detectar” irregularidades no uso e ocupação do solo. Revisitando o velho dito de que “informação é poder”, o que vemos é este poder  disseminado pela sociedade inteira.

 

Esta situação coloca um desafio adicional aos gestores municipais. Antes o cidadão “corria atrás” dos órgãos públicos em busca de informações e, este, como detentor e provedor, a tinha sobre controle. Hoje o cidadão bate a porta dos guichês e mesmo da justiça, não apenas com demandas, mas com exigências e informações que muitas vezes colocam em cheque a atuação do órgão publico.

 

Hoje o gestor publico é pressionado a dispor de informações que o ajudem não só a planejar e ordenar o espaço do município, mas também que o auxiliem na respostas às demandas destes cidadãos cada vez mais bem informados. A era da informação bate a porta de cada prefeitura...Insistentemente.

 

Não há como deixar de ter o cadastro urbano da cidade disponível na WEB, não há como não ter todas as diretrizes do Plano Diretor do município visíveis para todo cidadão e olhando mais adiante, não há porque não disponibilizar ferramentas de consulta aos critérios de licenciamento a todos os empreendedores. A informação tende a ser mais e mais democratizada. A tecnologia evoluiu a ponto de não estarmos falando de ficção, mas de realidade. Implementar isto não depende mais apenas de decisão política ela é demandada pela sociedade.

 

No ultimo encontro de usuários ESRI de Municipalidades fiquei impressionado primeiro com a facilidade de publicação do ArcGis Server. Com algumas configurações e NENHUMA PROGRAMAÇÃO lá estava o dado de um município publicado na WEB.  Depois vendo todos os serviços disponíveis na prefeitura de Madrid que o GIS possibilita ao cidadão, ate mesmo o licenciar uma obra através da WEB, pude ver o alcance operacional da tecnologia.

 

Creio que precisamos acelerar a adoção desse ferramental nos municípios brasileiros não pela tecnologia em si, mas principalmente para melhorar os serviços prestados pelo ente publico.

 

Prestar um bom serviço e antecipar as demandas de cada cidadão certamente contribuirá para um aumento da qualidade de vida em nossas cidades tanto ou mais que as obras que vemos todos os dias. Com a vantagem que esse ferramental ajuda a construir o futuro.

Thursday, August 30, 2007 5:54:58 PM (GMT Standard Time, UTC+00:00)
 Tuesday, August 28, 2007

Recentemente, de alguns anos para cá, as prefeituras vêm se preocupando cada vez mais em estruturar e simplificar a utilização do GIS para tomada de decisão. Grande parte das cidades brasileiras, em especial aquelas que experimentaram taxas de crescimento muito elevadas nos últimos anos, possuem bases de dados desatualizadas. Com a lei do Plano Diretor, o governo busca objetivar o desenvolvimento sustentável do município, organizando o crescimento da cidade e traçando diretrizes e políticas para diversas áreas.  

 

            Mas, isso não é o suficiente! Cada vez mais as prefeituras vêm buscando profissionais qualificados no mercado para atender essa necessidade. O GIS como ferramenta de administração municipal, por mais robusta que seja, não trabalha sozinho sem o profissional que interprete os dados e manipule a ferramenta. Nesse contexto, tecnologia, processos e pessoas, o GIS municipal vem potencializando ganhos para as cidades, sendo o maior beneficiário os próprios munícipes, com maiores investimentos em diversas áreas como saúde e segurança. O perfil desses profissionais varia muito: biólogos, arquitetos, engenheiros cartógrafos, analistas de sistemas, entre outros. O interesse pela capacitação e pelo treinamento desses profissionais de GIS, tem sido nos últimos tempos, uma preocupação dos municípios que buscam a atualização do conhecimento de seus profissionais. Os municípios tem tido a preocupação de especificar no orçamento anual uma receita para a qualificação desses profissionais, iniciativa que há alguns anos atrás não acontecia. Conforme Letícia Perez, Chefe da Cartografia da Prefeitura Municipal de Diadema “A capacitação de novos usuários e a reciclagem do conhecimento, visa desmistificar o GIS, podendo disseminar as informações espaciais por toda a prefeitura, potencializando e valorizando as pessoas a terem maior participação na Gestão Municipal”.

           

   A capacitação é parte vital para a implementação com sucesso de um Sistema de Informação Geográfica Municipal. Pense nisso!

 

   Leonardo Machado 

Tuesday, August 28, 2007 1:50:11 PM (GMT Standard Time, UTC+00:00)
 Friday, August 24, 2007
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Escolhi o tema e-government (ou e-governo) para minha primeira colaboração neste Blog, primeiro para dar continuidade ao entusiasmo da minha colega Paula, motivadora incansável deste Blog (Paula, desculpe o atraso!), que no seu texto de inauguração, citou o potencial de aplicação do GIS na melhoria dos serviços públicos; e segundo, porque a disponibilização de serviços ao cidadão tem tudo a ver com e-government.

O e-government é um dos conceitos mais interessantes introduzidos no âmbito da administração pública nos últimos anos. Em geral, a expressão refere-se a qualquer transação completa que envolva o governo, mesmo que parcialmente, com o uso de meios eletrônicos, usando recursos da Web (Tecnologia de Informação e Comunicação), ou seja, a Web sendo utilizada para subsidiar operações do governo, promovendo serviços de base que relacionem o poder político e a administração pública com o cidadão e com as empresas.

Alguns autores acreditam que o e-government possua o potencial necessário para quebrar barreiras disciplinares, organizacionais e geográficas e ser um catalisador da transformação organizacional e da reengenharia de processos de negócio no âmbito da administração pública. Não, o e-government não consiste da simples transferência dos “pepinos” da administração pública do papel para o meio digital. O leque de serviços que podem ser prestados pode ir desde uma simples página na Internet para distribuição de informação até experiências completamente interativas, onde o cidadão e o governo estabelecem um diálogo instantâneo mediado pela Web.

É claro que as possibilidades são afetadas diretamente por fatores como a falta de recursos humanos adequados, restrições orçamentárias para aquisição e manutenção de máquinas, software e dados espaciais compatíveis com os objetivos buscados. Além é claro, da falta de cooperação entre as diferentes organizações do governo (G2G[i]) e da iniciativa privada (G2B, B2G[ii]).

Faltam também referências de sucesso! Uma pesquisa na Internet rápida irá revelar algumas iniciativas. A maioria delas, no entanto, está num estágio inicial, no qual as informações ainda são disponibilizadas de maneira estática aos cidadãos, ou no qual a integração é muito pobre. No entanto, a pressão dos cidadãos na procura por estes tipos de serviços, aliada a própria iniciativa e liderança dos responsáveis à frente da administração pública assumirão um papel importante na promoção destas soluções.

Os níveis de qualidade desejados nos serviços públicos prestados pela Web serão alcançados, necessariamente por meio da colaboração e integração de serviços provenientes das diferentes unidades de governo de diferentes instâncias, bem como por meio da elevação dos níveis de interoperabilidade, e partilha de dados, entre as entidades da administração local e parcerias com a iniciativa privada.

A tecnologia está aí pra quem quiser se habilitar!

 
Alessandro Diniz


[i] Government-to-Government (Governo para Governo): Neste contexto, refere-se às trocas de informações entre governos de quaisquer instâncias.

[ii]Government-to-Business (Governo para empresas) e Business-toGovernment (Empresas para Gverno): Neste contexto, refere-se às trocas de informações entre governos e a iniciativa privada.

Friday, August 24, 2007 12:24:41 PM (GMT Standard Time, UTC+00:00)
 Tuesday, August 21, 2007

           Diariamente, várias organizações públicas e privadas fazem uso do elemento geográfico como apoio à tomada de decisão: desde a escolha dos seus investimentos, a opção sobre aberturas de novos pontos de atendimento aos seus clientes, a escolha por novos pontos de divulgação de seus produtos ou até mesmo estudos sobre novas aquisições, entre outros. Com a crescente produção dessas informações geográficas e os avanços dos softwares de geoprocessamento, tais decisões têm se tornado cada vez mais consistentes e fáceis de se executar, trazendo mais segurança aos gestores.         

            Numa apresentação que assisti no GeoBrasil 2007, realizada pela equipe da Caixa Econômica Federal – CEF, com o título “Conhecendo as cidades através de ferramentas de tecnologias da informação e estatística avançada” (www.geobr.com.br), pude perceber que as decisões geográficas estão ficando cada vez mais sofisticadas e precisas. A CEF, utilizando software ESRI para análise espacial e estatística, base de arruamentos, informações da região e somando a isso o conhecimento de seus técnicos, construiu uma plataforma de informações para análise e tomada de decisão.

            Parece-me que hoje os técnicos da CEF possuem uma metodologia de trabalho que é comum a todas as unidades da empresa que atuam com demanda habitacional, avaliando a viabilidade de investimentos e financiamentos imobiliários dentro de uma cidade conforme a disposição dos elementos geográficos.

            O mais interessante, na minha opinião, foi que a forma de trabalhar pode ser ajustada para diversas organizações que tomam decisões sobre o território e avaliam a performance de seus pontos de operação, agregando mais segurança e transparência ao seu trabalho.

Charles Martins ---

Tuesday, August 21, 2007 3:17:19 PM (GMT Standard Time, UTC+00:00)
 Thursday, August 16, 2007

Os mapas de arruamento digital estão sendo cada vez mais usados, não só por empresas que precisam de informações logísticas, mas também como mais um benefício ao consumidor final.
Esta é a evolução do mercado. Ferramentas e dados cada vez mais acessíveis ao público.

E estas soluções podem ser usadas para beneficar o cidadão. Pois quem é o consumidor final das Prefeituras, senão o ilustre cidadão!

Li hoje em uma reportagem no Estadão sobre o uso de mapas digitais em um sistema de busca de postos de combustível mais baratos e próximos da casa do consumidor(http://www.estadao.com.br/tecnologia/not_tec35719,0.htm). Imagine se os gestores municipais disponibilizassem este e outros tipos de serviço nos sites das Prefeituras? Seria um grande passo na gestão pública em prol da melhoria do atendimento ao munícipe.

Hoje existem ferramentas (GIS) e dados (mapas de arruamento digitias) profissionais que permitem as Prefeituras criar estes sistemas via web. A IMAGEM acaba de lançar o StreetBase 2.0 (http://www.img.com.br/noticias_materia.aspx?id=127), a mais abrangente base de dados de arruamento da América Latina. Uma das grandes novidade desta versão é o custo e a forma de aquisição por pacotes de cidades. Isto prova que as soluções de geotecnologia estão mais acessíveis. O GIS ESRI também tem condições especiais de aquisição para prefeituras de acordo com a faixa populacional.

Isto é o GIS auxiliando o progresso. Levando a informação até o consumidor final, eu e você, o cidadão de cada município brasileiro.

 

Abraço,
- Paula Talmelli Cavenaghi

Thursday, August 16, 2007 3:54:05 PM (GMT Standard Time, UTC+00:00)
 Wednesday, August 15, 2007

Olá pessoal,

Estamos lançando hoje o BLOG de Governo Municipal da IMAGEM!
Criamos este espaço para a comunidade de municipalidades do Brasil. Queremos trocar experências, divulgar as novidades do mercado de geotecnologias e conhecer os trabalhos de vocês.

No mês passado realizamos o 1 Encontro de Usuários ESRI de Municipalidades (A Mariana colocou um post com mais informações logo abaixo) e foi o primeiro passo para darmos início a nossa COMUNIDADE. Agora, lançamos o BLOG para criar um canal continuo de comunicação com o mercado.

Bom, este espaço é para você, nosso usuário e parceiro. Acesse nosso blog, deixe seus comentários e faça parte da comunidade IMAGEM de Governo Municipal!

Conheça. Contribua. Compartilhe. Participe!


Um abraço,
Paula Talmelli Cavenaghi

Wednesday, August 15, 2007 7:30:06 PM (GMT Standard Time, UTC+00:00)

Tive a oportunidade de participar do GeoBrasil 2007, evento que reuniu grande número de especialistas em soluções de geotecnologia da América Latina. Nós, da IMAGEM, organizamos além do estande da feira (onde apresentamos nossos produtos e soluções), eventos paralelos nos auditórios do Centro de Exposições Imigrantes, local onde aconteceu o GeoBrasil. Dentre esses eventos paralelos se destacou o I Encontro de Usuários ESRI de Municipalidades. Contei mais de 140 pessoas neste encontro, todas com um objetivo comum: o interesse em conhecer os benefícios da informação geográfica como apoio à tomada de decisão nos órgãos municipais. Grandes apresentações marcaram o encontro como a do Gerente de Governo ESRI, Bill Shepherd, sobre os produtos e soluções ESRI para governo municipal e da equipe de TI da prefeitura de Madri sobre “O GIS ESRI na Gestão Municipal”. O evento marcou o início da comunidade GIS de Municipalidades que pode agora se fortalecer com esse blog!

 

Mariana Lima

  
Wednesday, August 15, 2007 7:02:30 PM (GMT Standard Time, UTC+00:00)

No evento de geomunicipalidades que aconteceu dentro da GeoBrasil em julho, eu tive a oportunidade de acompanhar os executivos da prefeitura de Madri que vieram ao Brasil para apresentar a solução de um SIG corporativo que eles implementaram na Espanha  para apoio a serviços da cidade como urbanismo, saúde, educação, planejamento, gerenciamento de obras na cidade.

Foi uma experiência incrível para mim e acredito que para eles também, em especial quando compartilhavam experiências com pessoas dos governos municipais do Brasil e que ficaram impressionados com os resultados obtidos por eles  na implantação desse sistema corporativo.

Se alguém tiver interesse em ver um pouco mais sobre essa solução, eles disponibilizaram a apresentação feita no evento no site: www.mundogeo.com.br/geobrasil

Nadir Saliba

 

(Este é o pessoal de Madri durante a apresentação)

Wednesday, August 15, 2007 7:00:27 PM (GMT Standard Time, UTC+00:00)