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Especialistas da Imagem apontam quais serão as principais tendências para o mercado de GIS em 2014

11/03/2014


Atentos às demandas do mercado de Geotecnologia, os profissionais da Imagem – líder no mercado de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) no Brasil – acabam de listar quais serão as principais tendências do uso desta tecnologia em 2014.

Seguem abaixo as análises feitas por setor:

Agronegócio cada vez mais “Hi-Tech”
“Para 2014 entre as tecnologias que apresentam aderência às geotecnologias estão: a conexão wireless, a mobilidade e a computação em nuvem. A agricultura e a silvicultura moderna, cada vez mais estarão direcionadas pela adoção dessas tecnologias para alcançar alta produtividade. A adoção de pilotos automáticos, sistemas de telemetria, mapas inteligentes, VANTS (Veículos Aéreos Não Tripulados), modelos de recomendação agronômica, sensores de clima, utilização de laser para análise foliar, e muitas outras tecnologias, permitirão um grande salto na produção. No que tange a gestão dos processos operacionais, conceitos como “Big Data” e “Location Analytics” darão um novo sentido aos negócios. Toda tecnologia empregada no campo integrada com o GIS ampliará a capacidade de análises, adicionando a dimensão geográfica nos processos de tomada de decisões. Novas aplicações com foco em mobilidade (Apps) possibilitarão aos gestores uma visão clara do que está acontecendo no campo, de maneira rápida e ágil. Vivemos um momento em que a Geografia estará cada vez mais presente nos níveis estratégicos das empresas, proporcionando um acesso direto às informações do campo”.
Alexandre Marques – Gerente para os setores de Agricultura e Floresta na Imagem.

Geotecnologias e Negócios
“Para 2014 o mercado de negócios busca produtividade e melhoria do relacionamento com o cliente. Neste sentindo, aponto cinco principais tendências no uso da Inteligência Geográfica: Mobilidade, permitindo acesso remoto e consumo de informações em campo; Integração com sistemas de BI e CRM, ampliando a capacidade de análise destas ferramentas e possibilitando o consumo de diversos dados; Disseminação de informação, ao dispor de painéis de operação com indicadores de negócios por região; Mapeamento de mídia social, permitindo identificar as regiões mais atuantes e retorno do investimento em comunicação e Visão unificada do cliente, ao consolidar os diversos dados corporativos em visões únicas”.
Paulo Simão – Gerente para o setor de Negócios na Imagem.

Gestão da Geoinformação para o Governo
“A Gestão da Geoinformação será um diferencial para a gestão pública, principalmente no que se refere à racionalização dos gastos, melhoria dos processos de trabalho e aumento da transparência pública. A Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e as Infraestruturas de Dados Espaciais Locais (IDE) fortalecerão o governo eletrônico, e também permitirão a integração de dados e a interoperabilidade entre diferentes órgãos de forma ágil e com qualidade. Outra consequência deste contexto será a democratização da informação geográfica para os cidadãos, e a consolidação do Governo Aberto (dados abertos)”.
André Gavlak - Gerente para o setor de Governo Federal na Imagem.

Integração e agilidade nas informações
“Consolidação de aplicações, mais colaboração entre unidades de negócio, aumento das decisões tomadas com base em informações multidisciplinares, mais mobilidade e conectividade e operações mais integradas. Um conceito conhecido como Digital Oifield engloba ou está alinhado diretamente com todas estas tendências que estão no caminho de desenvolvimento da indústria petrolífera para 2014 e além. O GIS é peça-chave disto, em especial na visualização, mas também porque facilita a integração, análise e compartilhamento de todo o tipo de informação que circula em uma empresa de O&G. A plataforma GIS que será usada para atender a estas funções deverá ser igualmente integrada, baseada em padrões de mercado, assegurando a fluidez da mesma informação pelos diferentes tipos de mídia e dispositivos disponíveis.”
Alessadro Diniz - Gerente para o setor de Óleo e Gás na Imagem.

O desafio de cidades
“A vida contemporânea ocorre com maior intensidade nos centros urbanos, e nos últimos anos isso tem se refletido em maior cobrança e participação popular na gestão das cidades em busca de melhor qualidade de vida e mais oportunidades. Em 2014, vê-se a consolidação da tendência de exigir-se um governo centrado na população, com serviços simplificados, desburocratizados e sempre disponíveis com agilidade e resultados práticos. A população aprendeu que as informações do município pertencem a ela e a partir dessa descoberta não se aceita mais os velhos discursos sem resultados. O sucesso de um governo passa a ser medido por sua agilidade e atendimento das aspirações da população que passam a ser mais dinâmicas e complexas. Isso só será possível através da inovação e da integração entre os diversos poderes, as muitas secretarias e os processos de trabalho envolvidos no atendimento à população. Ao mesmo tempo, os orçamentos têm sido encolhidos e as exigências por transparência e inteligência nos investimentos realizados obrigarão que os governantes tenham uma visão completa da sua administração para tomar decisões mais rápida e assertivamente. A TI será centralizada para prover esses serviços que deverão ser focados primeiro na população e não mais nas necessidades internas da administração. A capacidade de inovação, aprendizado e atendimento será distribuída por diversos canais e em todas as secretarias formando uma visão única da administração, e os sistemas integrados deverão atender tanto a população quanto os próprios governantes, passando pelos processos de negócio de cada secretaria".
Samuel Mota - Gerente para o setor de Governo Municipal na Imagem.

Geotecnologias para o Setor Educação
“GPS, smartphone, tela touch, imagem de satélite, internet móvel, veículo aéreo não-tripulado/drone, aplicativos móveis, cálculo de rotas e distâncias em mapas diretamente de um navegador, previsão e alertas de chuvas/desastres” - são palavras, aplicações e produtos que, em menor ou maior escala, são conhecidas hoje - ou ao menos não soam estranhas - para uma parcela significativa da população brasileira, incluindo a escolar, em todos os níveis. Contudo, o cenário era bem diferente há uma década. Restrita a pequenos círculos acadêmicos, técnicos ou entusiastas, as geotecnologias se consolidam não só como uma novidade ou uma nova forma de se criar mapas, ou ser utilizada por uma área específica restrita, mas promovem a disseminação da Inteligência Geográfica, capaz não só de exibir informações em um mapa mas transformar a forma de se entender, explicar e tomar decisões no mundo contemporâneo, que exige novas formas de entendimento das dimensões espaço-tempo-sociedade. Desta forma, o setor de educação - professores, gestores, pais, investidores, pesquisadores, entre outros protagonistas - deve em 2014 se apropriar de maneira mais direta das Geotecnologias, sendo que alguns temas e aplicações devem ser observados; na busca da educação integrada e transversal, incentivando o protagonismo e o empreendedorismo, onde a Pesquisa Científica deve dar respostas à sociedade de maneira contextualizada, que permita a intervenção para mudanças. Os conceitos e técnicas presentes nas Geotecnologias, em seu estado-da-arte, podem promover a integração de disciplinas, a vivência com a coleta de informações em campo, o entendimento do meio em que os atores se inserem, a construção técnico-artística dos resultados em mapas on-line, a interação e geocolaboração em rede, a análise de grande volume de dados geográficos para tomada de decisão; em outras palavras, a Inteligência Geográfica é utilizada na formação do olhar do cidadão e na intervenção para mudança da sociedade. Estes e outros temas são as tendências em destaque no Setor de Educação para 2014.
Abimael Cereda Junior - Gerente para o setor de Educação na Imagem.

Geotecnologias como apoio à gestão da Segurança Pública
O foco da segurança pública no Brasil neste ano de muitos desafios aponta principalmente para a importância da integração dos departamentos e secretarias na gestão da Segurança Pública, destacando-se a gestão da tecnologia, da informação e do conhecimento. Neste contexto a geotecnologia atua de forma destacada apoiando na eficiência de uma estruturação de estratégias e políticas públicas que contemplem a integração nas frentes de ações de prevenções e repressões da criminalidade, fazendo uso de sua facilidade na coleta e manipulação de dados provenientes de diversas fontes (policiais ou não), transformação dos dados em informação espacial, e desta em conhecimento situacional, o qual será agregado ao conjunto de outros conhecimentos específicos do gestor de segurança pública.
Marcelo Faria – Gerente para o setor de Segurança Pública na Imagem.

Setor Elétrico: Usando a Geografia para ultrapassar desafios
O setor elétrico enfrenta grandes desafios em 2014, motivado pela necessidade de se tornar cada vez mais eficiente, reduzir seus custos, melhorar e garantir a qualidade de abastecimento. Este mercado utiliza a inteligência geográfica há bastante tempo – sobretudo para cadastro e projeto de redes. Em 2014, continuarão as tendências de expansão do uso do GIS fora destas áreas tradicionais, destacando-se a crescente necessidade por soluções de mobilidade, de gestão e suporte à decisão, que permitam às operadoras coletar, analisar e decidir usando conjuntos de dados geográficos cada vez maiores – caminhando para o Smart Grid. Se uma imagem vale mil palavras, um mapa vale muito mais que uma mera imagem. O entendimento global do negócio nas suas diversas facetas, como é possibilitado pelo GIS, assinala outras tendências no uso desta tecnologia no setor: a necessidade de dados e informação com cada vez mais qualidade e dinamismo, e uma integração cada vez mais próxima entre os múltiplos sistemas de informação utilizados pelas empresas do setor. Muitas das demandas regulatórias oriundas da agência reguladora (ANEEL) envolvem elementos geográficos, e as operadoras mais atentas, além de querer atender cabalmente às solicitações regulatórias, estão começando a usar estas informações para delas extrair valor de negócio, além do mero cumprimento regulatório.
Augusto Carvalho – Gerente para o setor de Energia Elétrica na Imagem

GIS no apoio ao PLANSAB
Com a aprovação do Plano de Saneamento básico o PLANSAB, e um investimento do Governo Federal estimado em 508 bilhões até 2033, o setor de saneamento tem um grande desafio a curto, médio e longo prazo, com vistas à universalização do acesso aos serviços de saneamento básico como um direito social, planejamento do futuro, melhoraria das redes de saneamento e investimentos em saúde e cidadania. Conhecer o ambiente geográfico e ter as informações reais de cada área é alicerce para um planejamento mais assertivo. Com um conhecimento geográfico é possível suportar decisões de negócios, trazendo as informações em conjunto e permitindo análises na segmentação dinamicamente. É possível associar ativos e suas especificações, com mapas, desenhos e fotografias para aumentar a compreensão do cenário.
Leandro Moreira – Gerente para o setor de Saneamento na Imagem

Informação e visibilidade para os cidadãos
Vivemos a era da conectividade. Ela aproximou pessoas distantes geograficamente e revolucionou a forma como se acumula e se troca informações, como também as relações de comércio. Hoje as pessoas passam quase 24h ligadas à família; amigos, grupos sociais e, cada vez mais, ao governo. A tecnologia móvel e web com o auxílio de aplicativos GIS permitem cada vez mais ao cidadão comum se envolver diretamente com o governo e encontrar clareza sobre questões que influenciam suas vidas. Com base nesta premissa, nossos governantes são chamados a fornecer informações transparentes e diretas, proporcionando ao cidadão visibilidade de suas obras e prestação de contas. Os governos que utilizam GIS estão promovendo uma nova reestruturação social, econômica e cultural que altera, de forma relativa, três grandes vetores de valor do sistema capitalista: o tempo, o espaço (propriedade) e a informação. O Governo Estadual que faz parte desse seleto grupo de revolucionários traz benefícios aos cidadãos e por consequência a satisfação aos gestores que implementam a tecnologia e colocam visibilidade de suas ações em prol da população.
Marco Aurélio Barros – Gerente para o setor de Governo Estadual na Imagem.